terça-feira, 11 de novembro de 2014

Você acredita em tudo o que vê na TV?

Sabemos que a TV ao longo dos anos tem ditado costumes, regras de convivência, o que devemos comer o que comprar, para que lugares ir e até no quê ou em quem devemos dar créditos. Vivemos debaixo de um controle tão grande que nem se quer costumamos questionar as “verdades” apresentadas pela televisão. Mas até que ponto este veículo de comunicação está certo? Será que as pessoas que estão por trás dele merecem toda nossa credibilidade sempre? E por que algumas emissoras merecem mais crédito que outras?

Em primeiro lugar devemos ter em mente que a televisão não é um veículo neutro, pois a mesma é formada por homens. Os homens têm a sua opinião formada sobre algo ou alguém e isso influi em seu trabalho. No caso dos jornalistas, quando vão noticiar algo ou repassarem alguma informação, antes tal matéria passa pelo filtro da redação, um grupo de pessoas que organizam tais matérias que irão ao ar. Também não podemos esquecer de que por mais imparcial que possa ser o repórter, não deixará de deixar sua expressão grafada na notícia.

A questão da audiência, principalmente no que tange a programas que repassam informações como jornais e folhetins de entrevistas pesam muito na hora de se crer ou não no que está sendo veiculado. A Globo por exemplo, não podemos negar da influencia que essa emissora tem sobre a opinião do povo brasileiro. O Jornal Nacional tem um peso tão grande, pelo menos em meu meio social, que simplesmente não se questiona as notícias que são repassadas por eles. 

A mídia sensacionalista consegue manipular as informações de tal maneira, levando-nos a crer, não nos fatos realmente como o são, mas como eles (os sujeitos por trás da TV) querem que o vejamos. Até hoje não sabemos realmente o que de fato aconteceu com as torres gêmeas do EUA, que caíram no dia 11 de setembro. As eleições para a presidência da república também poderá nos servir de exemplo. Quantas pesquisas saíram mostrando a vitória de determinado candidato em uma emissora, enquanto a outra declarava a vitória do que havia perdido em outra. A rede Globo, por exemplo, foi acusada de manipular informações para alterar o resultado das eleições. 

Hoje não costumo crer em tudo que vejo na TV. Sempre busco informações em outros canais ou veículos como a internet. Não gosto de espalhar informações sem antes averiguar o canal, a fonte de onde procede tal informação. Com a infusão da mídia, muita coisa circula, não só coisas boas, mas ruins também. Informações que muitas das vezes podem estragar a imagem de alguém. Sempre é bom observar a mesma notícia de várias vertentes. 

Não creio ser necessário haver uma instância reguladora da informação, pois isso estaria meio que invadindo a liberdade de expressão, tirando o nosso direito de falar abertamente do que gosta ou não. O que deveria haver eram leis mais severas para proteger-nos de calúnias, difamações ou invasão de privacidade, isso sim está mais que na hora de acontecer. Agora com relação as informações que circulam acho ser comum, a sociedade é que precisa ser educada para exercer sua criticidade diante das coisas que lê, ouve ou assiste na TV.

Na sala de aula o professor deverá, em primeiro lugar mostrar que cada pessoa tem uma cosmovisão e que isso interfere muita das vezes naquilo que transmitimos, por essa razão não é bom que eles acreditem em tudo o que vê na TV, mas que sempre devem procurar uma segunda ou terceira opinião. Eu costumo trabalhar muito com aquelas imagens de dupla interpretação, mostrando que nem sempre o que vemos é realmente o que está diante dos nossos olhos.

A TV foi sem sombra de dúvidas a maior criação do ser humano, mas ela está se tornando para muita gente a única razão de viver. Pode parecer exagero, mas é que o acontece quando toda a nossa interação com a sociedade gira em torno do que a TV veicula. E muita gente tem feito isso, mas ela em si é um veículo neutro, basta saber usa-la em nosso favor, como as redes sociais por exemplo.

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