terça-feira, 10 de março de 2015

Meios de Comunicação em Massa. Como fica a Oralidade e a Escrita?

Noticiários de TV, novelas, programas humorísticos, desenhos animados, em fim, qualquer programa de televisão ou vídeos transmitidos pela internet, tudo poderá ser utilizado em sala de aula tanto para introduzir, quanto para aprofundar conteúdos e trabalhar valores comportamentais em sala de aula. Tato a televisão quanto a internet são meios de comunicação um tanto quanto controversos que desperta amor e ódio em educadores de todas as partes. 

Alguns psicólogos dizem que esses meios de comunicação alienam as crianças, jovens e adolescentes. Por não haver nenhum tipo de censura por parte da rede mundial de computadores as crianças ficam expostas ao perigo de entrarem em páginas não apropriadas para a sua idade quando os pais ou adulto responsável não estão por perto. Já no caso da TV o perigo está em programações aparentemente inofensivas, mas que acabam por exercerem riscos por repassarem conceitos morais de forma sutil em sua programação, onde muitas delas são dedicadas ao publico infanto-juvenil. 

O desenvolvimento da linguagem oral precisa ser um objeto de trabalho intenso no processo de alfabetização, pois elas precisam ampliar seu vocabulário para que, a partir disso possam argumentar e falar de modo claro e objetivo sobre o que pensam. Diante do exposto, os educadores poderão desenvolver algumas atividades se valendo das ferramentas já citadas, tendo em vista que as mesmas são tão importantes para a juventude atual.

Vamos começar falando de novelas. Para quem pensa que novela só serve para trazer mal influencia engana-se. O professor poderá escolher uma novela de época, por exemplo, para trabalhar conceitos históricos. “A escrava Isaura” será uma boa escolha para se trabalhar a escravatura no Brasil. A novela “Cordel Encantado” para analisar com os alunos a cultura nordestina e a própria literatura de cordel. Lembrando que o professor deverá antes de qualquer coisa fazer uma seleção das cenas que serão exibidas para não cometer a gafe de levar para a aula trecho inapropriados. Fazendo isso o professor está ensinando as crianças a desenvolverem o censo crítico e aprendendo a reter o que é bom dos programas que lhes são oferecidos em rede aberta. 

Um bom programa, principalmente para crianças é o “Aventura Selvagem” que era exibido pelo SBT (Sistema Brasileiro de Televisão), onde o apresentador mostra várias espécies de animais, onde vivem e o perigo que exerce para o seres humanos. “Profissão Repórter”, dependendo do assunto também poderá ser utilizado em sala de aula. Com ele o professor poderá explorar áreas do conhecimento como a fala, a postura dos repórteres e o conhecimento específico da área. E por fim o professor poderá se valer da criatividade das empresas de publicidades em elaborarem comerciais cada vez mais dinâmicos, engraçados e tecnológicos para convencerem seus telespectadores a adquirirem. Independente do nível dos alunos, essa poderá ser uma grande ferramenta para se trabalhar o poder que as palavras exercem sobre as pessoas. Lembrando mais uma vez que a seleção dos comerciais deverá ser feito de acordo com a idade do público alvo. Os comerciais do site “bomnegocio.com” é uma ótima dica para se trabalhar esse tema com adolescentes.

Mudando um pouco de assunto sem se desviar do tema, podemos observar que com o advento da internet os professores, principalmente os de língua portuguesa tem perdido o sono com a forma em quem os adolescentes tem se comunicado nas redes sociais e mensagens de texto por celular. Os e-mails também não têm ficado de fora das linguagens quase sempre coloquiais e palavra elipsadas. Segunda a professora Wilma Ramos de Sergipe a linguagem da internet pode prejudicar a vida profissional dos indivíduos, em entrevista dada a revista Nova Escola. A mesma salienta que os professores deverão exigir dos alunos a norma culta. 

Em um evento de educação em que participei ano passado chamei atenção para esse fato quando, em um dos trabalhos apresentados por uma aluna da universidade do Rio Grande do Sul, foi-nos apresentados propostas de livros didáticos que já estariam sendo produzidos utilizando abreviações como “vc” para crianças e adolescentes. Chamei atenção para o fato utilizando como exemplo a literatura. Incentiva-se os alunos a lerem sejam qualquer tipo de literatura, em consequência disso temos jovens viciados em séries como “crepúsculo” e “a culpa é das estrelas”, sendo que os vestibulares cobram clássicos como “Vidas secas” e “Don Casmurro”. Não estaríamos nos valendo dessa mesma premissa quando permitimos o uso do internetês, quando o que será exigido dos alunos nos ambientes formais será a norma culta?

Teclar usando abreviações em conversas por aplicativos como whatsapp, mensagens de textos, redes sociais, dependendo do propósito da página e em salas de bate papo poderá ser considerado normal. Os jovens se valem dessa ferramenta pela sua praticidade e rapidez. Alguns salientam que não haveria condições físicas para “teclar” com mais de 10 pessoas sem se valerem das abreviações. Eu mesmo já me pego em varias ocasiões fazendo isso. Por trabalhar com a juventude vejo isso como uma maneira até mesmo de me enturmar com eles facilitando assim a comunicação.

Como professor, defendo a opinião de que a escola deverá se manter firme em exigir do aluno a norma culta da língua, pois o seu descaso poderá acarretar diversos problemas para os alunos no futuro. Se nós como professores aceitamos os alunos nos entregarem textos escritos com abreviações e gírias sobre a premissa enganosa e maliciosa de que o importante é a produção e a criatividade dos alunos, sem dúvida alguma estaremos criando pessoas que terão sérios problemas profissionais em decorrência disso. Sou da opinião de que os professores podem e devem utilizar algumas gírias e abreviações em seus diálogos informais com seus alunos, porém deixando bem claro que em outras áreas da sociedade o uso de tais termos ou vícios de linguagem poderá trazer sérios problemas a sua vida profissional.

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